13.2.14
.perder o olhar no inatingível das nuvens nos despertava a esperança de que não estaríamos sós. um dia fomos até elas. não eram sólidas. se desfiavam em torno de nós. e com elas o sonho. o Saber é assassino. desmistifica o mito mas não o depara. mata-o. penso se não preferiria o não-Saber ao Saber. Uma sociedade construída com base no não-Saber. Nela só haveria espaço para a não-certeza, que levaria à não-arrogância e, por isso, para a não-vaidade. as nuvens estariam vivas para criar formas e inspirar mistérios. tal sociedade existe, mas apenas às crianças pequenas são permitidas a entrada.
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