20.10.06
A lágrima seca não foge do olho. É presa. "Liberta-me!" grita ela. Mas no vácuo. Não a percebem. Nem mesmo as do olho ao lado, "companheiras de categoria!". "Bah, maldito discurso panfletário", ela resmunga pra si. "Esse companheirismo é via de mão única!". "Opa, mas peraí", pára ela de sopetão... Ela não é exatamente só. As outras compartilham com ela não somente a prisão neste espaço-tempo, mas também essa estranha dor imanente a ele.
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